
Blog dedicado ao Maracatu Nação Fortaleza e ao Maracatu Cearense. Navegue conosco e se aproxime da mais tradicional dança dramática de origem afro-brasileira presente na cultura do povo cearense. Aqui você encontrará também informações sobre arte e cultura popular.
domingo, 8 de junho de 2008
Artigo de Calé Alencar sobre Mestre Juca do Balaio na Jangada Brasil

Entrevista de Calé Alencar a Klaudia Alvarez

quinta-feira, 5 de junho de 2008
É no samba de roda, eu vou
No babado da saia eu vejo
A morena girando a renda
É prenda pro seu orixá
Todo fim de semana tem
Gente dos 4 cantos vem
Diz na palma e no verso
Histórias de tempos imemoriais
Roda que eu quero ver e é bonito
Canta que eu quero ouvir
Bate o tambor na força do rito
Tudo pra se divertir
Reza quem é de rezar
Brinca aquele que é de brincadeira
Quem é de paz pode se aproximar
Hoje é festa pr'uma noite inteira
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Maracatu Cearense no Programa Soul Batuque
Calé Alencar, Maracatu Nação Fortaleza, Ednardo, Dilson Pinheiro e Afrânio Rangel.
http://www.unifor.br/hp/radio/RadioGentileza.html
www.unifor.br/radiogentileza
Programa Soul Batuque 76.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Nação Fortaleza no Marina Park
O evento tem início às 20 horas mas todos sabem que nossa produção e organização começa muito antes.
Gostariamos de contar com a presença de todos e pedimos para confirmarem pelo e.mail ou telefone (Calé 8760.0045 / 3253.1317 / Luciana 8863.4321).
Precisamos organizar uma lista prévia para a organização de instrumentos, materiais, adereços e figurinos.
terça-feira, 20 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Curta no Maracatu É de Bambaliê - O Xadrez das Cores
Clique e Curta no Maracatu
Gênero: Ficção
Diretor: Marco Schiavon
Elenco: Anselmo Vasconcellos, Mirian Pyres, Zezeh Barbosa
Ano: 2004
Duração: 22 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Cida, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez.Ficha Técnica
Produção: Midmix Entretenimento, Marco Shiavon
Fotografia: Gilberto Otero
Roteiro: Marco Schiavon
Direção de Arte: Irene Black
Empresa produtora: Midmix Entretenimento
Edição de som: Mariana Barsted
Câmera: Gilberto Otero
Direção de produção: Claudia Couto
Produção Executiva: Alexandre Moreira Leite
Montagem: Fábio Gavião, Marco Schiavon
Música: José Lourenço
Prêmios
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Cinema de Goiás 2005
Finalista no Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro 2005
Melhor Curta - Júri Popular no Festival de Cinema Brasileiro de Miami 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2005
Prêmio Especial no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Festival de Goiania 2005
Melhor Atriz no Jornada de Cinema da Bahia 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Mostra Cine Rota 22 2005
Festivais
Cine PE 2005
Festival do Ceará 2005
Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte 2004
Los Angeles Intl Short Film Festival 2004
Festival de Belém 2005
Mostra de Cinema de Macapá 2005
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Bloco de Baticum Batucão nos Couros no Mercado dos Pinhões


segunda-feira, 5 de maio de 2008
Nota Pública da Fundação Cultural Palmares
Veja nota de repúdio publicada hoje:
05/05/2008
Nota Pública
A Universidade Pública Brasileira não pode ser palco de ações discriminatórias
A Fundação Cultural Palmares, responsável pela preservação, valorização e difusão das manifestações culturais de origem negra no Brasil, por meio da sua diretoria colegiada, vem a público expressar a sua profunda indignação com as opiniões e comentários do Professor Doutor Antônio Natalino Dantas, coordenador do Colegiado de Cursos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Ofensivos, discriminatórios e preconceituosos, os comentários do Professor Natalino responsabiliza os baianos com um todo e os afro-descendentes no particular, pelo baixo desempenho dos estudantes da Faculdade de Medicina no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).
Este episódio torna-se mais grave pelo fato de o referido professor ocupar cargo de relevância na estrutura universitária brasileira, eleito pelos seus pares. Revelou-se ainda a força do preconceito e do racismo ainda presentes na sociedade brasileira, notadamente em espaço que deveria ser a linha de frente da defesa da igualdade e da diversidade - a Universidade Pública brasileira. Os comentários do Professor Natalino merecem ainda o repúdio por que expressam não apenas uma opinião pessoal ou um deslize momentâneo, mas o pensamento, ainda vigente no Brasil, de que a presença dos afro-descendentes e sua contribuição para a formação do país é um elemento menor e negativo do ponto de vista civilizatório.
Quanto às cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, a opinião preconceituosa do professor, responsabilizando os cotistas pelo baixo desempenho no ENADE, é a que tem balizado a exclusão dos negros do ensino superior no Brasil. Não há nenhuma prova, por mais tênue que seja, de que sua afirmação seja verdadeira. Pelo contrário, pesquisas, estatísticas e o desempenho dos cotistas têm apontado que o aproveitamento escolar dos estudantes cotistas tem sido igual ou superior aos não-cotistas. Portanto, continuar a luta contra a discriminação racial, ampliar os mecanismos de acesso ao ensino superior para os afro-descendentes e implementar as políticas de ações afirmativas em todos os campos do conhecimento será a resposta mais efetiva que a sociedade baiana poderá dar a estas manifestações de preconceito e discriminação.
Por fim, a Fundação Cultural Palmares expressa a sua mais profunda solidariedade com a posição adotada pelo Reitor da Universidade Federal da Bahia, Professor Naomar Almeida, na certeza de que o seu firme posicionamento pelo afastamento do Professora Natalino da coordenação do Colegiado de Cursos será acolhido pela egrégia Congregação da Faculdade de Medicina. Aliado a isto temos a convicção de que a luta pela melhoria da qualidade do ensino superior no Brasil e a democratização do acesso, consolidado pelo atual governo continuarão caminhando lado a lado.
Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Estréia do Maracatu Nação Fortaleza no Carnaval de Rua de Fortaleza

Nascida em 31 de janeiro de 1552, na região de Matamba, Ginga N’bandi faleceu em 17 de dezembro de 1663, sendo a única soberana de toda a África que, sem jamais saber da existência do Brasil, continua na memória brasileira, presente nas Coroações de Reis Negros das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário, no Auto dos Congos, nos Maracatus e nos Reisados.
Os escravos aprisionados em Angola levaram a odisséia tempestuosa da rainha negra de Matamba. Todo o século XVIII brasileiro exigiu a mão escrava de sudaneses e bantos para a mineração, catas de diamantes e alargamento de canaviais. Os governos portugueses de D. João V, D. José e D. Maria I tiveram o Brasil como fonte produtiva. Com D. João V o ouro. Com D. José as matérias primas e as companhias de comércio. Com Maria I o mercado consumidor e exportador, suprindo em espécie e moeda o tão amargurado sonho da Índia Portuguesa.
Para todo esse mundo, o Brasil no seu contorno territorial presente, o escravo era indispensável. Os negros vieram aos milhões, notadamente de Angola, fornecedora e geograficamente entreposto de embarque das peças, nome dado aos negros pelos traficantes de escravos.
Em cada navio, invisível e lógica, embarcava a Rainha Ginga, personagem das mais significativas na história de luta e resistência do povo africano, por seu exemplo de tenacidade e bravura, escolhida como tema do Maracatu Nação Fortaleza, em sua estréia no carnaval de rua da capital cearense.

Fonte: www.batoque.com/fortaleza
