domingo, 12 de outubro de 2008

Chico Batista, Mestre Calungueiro

As pessoas não morrem, ficam encantadas.

Guimarães Rosa

Leia artigo de Calé Alencar em homenagem ao Mestre Calungueiro: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=582327


Foto: Karlo Kardozo

Chico Batista, Mestre Calungueiro

Calé Alencar

Chico Batista
Mestre calungueiro
Eu canto loas
E os mantras do terreiro
Eu trago a força de Zumbi
E Ganga Zumba
Pra saudar tua passagem
Para o reino de Olorum

Chico Batista
Artista brasileiro
Quem bate o ferro
No batuque é batuqueiro
Nossa Senhora do Rosário te abençoe
Na paz de Oxalá
Viva o mestre calungueiro

Bate tambor
Com a força que há em nossos corações
Gira calunga
Estandartes, rainhas e reis
Os batuques das nações
Chico Batista é a luz
É a ginga dos maracatus

Bate ferro e tambor
Mestre Chico
Bate chocalho e tambor

domingo, 31 de agosto de 2008

Brasil perde Mestre Salu

Mestre Salustiano morre aos 62 anos

Pernambuco perdeu um dos principais ícones da sua cultura popular. Isso porque faleceu às 7h deste domingo o grande mestre da rabeca, Manoel Salustiano Soares, conhecido por todos como mestre Salu. Aos 62 anos e com 15 filhos, ele não resistiu a uma arritmia cardíaca e terminou morrendo no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco, o Procape. O velório começou às 13h, na Casa da Rabeca, na Cidade Tabajara, em Olinda. O enterro só será realizado nesta segunda-feira, no Cemitério Morada da Paz, também em Olinda. Os familiares ainda não decidiram o horário.A arritmia cardíaca do mestre Salu foi provocada pela doença de Chagas, contra a qual luta há 20 anos. Há mais de 9 anos ele utilizava um marcapasso para estimular o coração e evitar um provável aumento do órgão. No último dia 8 de agosto, o rei da rabeca precisou passar por uma cirurgia para substituir o aparelho. Desde esse dia ele não conseguiu mais viver normalmente. Após receber alta no último dia 12, ele retornou ao Procape na segunda-feira passada sentindo dores no local.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO. COM.BR

sábado, 30 de agosto de 2008

Calé Alencar visita Afoxé Filhos de Gandhy

Calé Alencar e Agnaldo Silva (Presidente do Afoxé Filhos de Gandhy)

No dia 27 de agosto, quarta-feira de Iansã e Santa Bárbara, Calé Alencar esteve na sede do Afoxé Filhos de Gandhy, rua Gregório de Matos, 53, no Pelourinho, e apresentou a Agnaldo Silva o tema e a loa do Maracatu Nação Fortaleza para o carnaval de 2009, Saudação Ao Afoxé Filhos de Gandhy, homenagem dos cearenses aos 60 anos de história e tradição do Afoxé Filhos de Gandhy.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Dorival Caymmi

Dorival Caymmi (1914-2008)
Faleceu na manhã do último sábado, 16 de agosto, aos 94 anos, o cantor e compositor Dorival Caymmi. O ministro da Cultura interino, Juca Ferreira, divulgou Nota de Pesar na qual ressalta a genialidade de Caymmi e a importância do legado de sua obra para o povo brasileiro:
O Brasil perdeu hoje um grande mestre, mas pessoas como Caymmi não morrem, seguem encantadas na vida e no imaginário do povo brasileiro. Sua obra permanece por estar viva em cada um de nós. Caymmi traçou um mapa afetivo, imaginário, sensual e lúdico de um Brasil “que nunca precisa dormir pra sonhar, porque não há sonho mais lindo do que sua terra não há”. Uma terra que conta a história de um povo. Um povo que confirma nossa mestiça nação.
Tudo isso em canções extremamente simples, mas altamente sofisticadas por revelarem as sutilezas e as raízes de uma nação oculta, sublime, complexa - matriz da nossa utopia. Tantos são os gênios que aqui tivemos, mas Caymmi é gênio do Brasil, irresistivelmente brasileiro, porque sua genialidade é a expressão do nosso povo.
Juca Ferreira, Ministro da Cultura interino

O artista baiano - que se tratava de um câncer na bexiga há 11 anos e morreu de insuficiência renal - foi enterrado neste domingo (dia 17), à tarde, no Rio de Janeiro.
Nascido em 30 de abril, em Salvador, Caymmi é um dos responsáveis pela divulgação da imagem da Bahia tanto no Brasil como no exterior. A música O que é que a baiana tem?, uma das suas mais conhecidas composições, alcançou projeção internacional na interpretação de Carmem Miranda. Em 60 anos de carreira, como cantor gravou cerca de 20 discos e como compositor produziu uma centena de músicas que ganharam inúmeras versões com outros intérpretes.

Publicado por Comunicação Social/MinC

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Maracatu Nação Fortaleza no Centro Cultural Bom Jardim

O Centro Cultural Bom Jardim apresenta neste mês de agosto o programa Quinta Especial, prestigiando o mês do folclore, com destaque para o cortejo do Maracatu Nação Fortaleza, nos dias 14 e 28, tendo como palco a Praça Central, sempre às 19 horas.
O Dia do Folclore é comemorado em 22 de agosto, data na qual o inglês William John Thoms, usando o pseudônimo de Ambrose Merton, publicou, em 1846, um artigo sob o título Folk-lore, na revista londrina The Athenaeum. Ao usar o termo, William John Thoms propunha seu significado como expressão técnica apropriada ao estudo das lendas, tradições e da literatura popular, tendo essa definição o significado de ciência ou sabedoria popular.

Folk quer dizer povo, nação, família; Lore significa instrução, conhecimento, saber. Portanto, Folk-lore ou Folclore, ciência ou sabedoria popular.

Para saber mais:

Cascudo, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988.
Moraes Filho, Mello. Festas e Tradições Populares do Brasil. Belo Horizonte. Itatiaia, 1979.
Nery, F. J. de Santa-Anna. Folclore Brasileiro. 2. ed. Recife: Massangana, 1992.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Curta no Maracatu É de Bambaliê!

ÁLBUM DE MÚSICA

Clique e Curta no Maracatu

A emocionante história da música brasileira, nossa arte maior, via sons e imagens raríssimas de ninguém menos que Pixinguinha, Cartola, Noel, Gil, Edu, Nara, Macau...

Música de Pixinguinha, Almirante, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho e Cartola. Gilberto Gil e Macalé comentam o filme. Depoimento de Nara Leão e Nelson Motta sobre a Música popular Brasileira.

Gênero: Documentário
Diretor: Sergio Sanz
Ano: 1974
Duração: 10 min
Cor: P&B
Bitola: 16mm
País: Brasil

Ficha Técnica:

Fotografia: Sergio Sanz / Empresa produtora: DAC, MEC Montagem: Sergio Sanz

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cultura Brasileira perde Mestre Felipe


Cultura Popular maranhense perde um dos seus mais importantes representantes

Mestre Felipe e Calé Alencar


Os grupos de Tambor de Crioula do Maranhão e do Brasil estão de luto pelo falecimento do compositor, instrumentalista e percussionista Felipe Neres Figueiredo, o Mestre Felipe. Ele morreu aos 84 anos, na última sexta-feira (18 de julho), em São Luís, e seu sepultamento foi realizado neste domingo (dia 20), em São Vicente de Férrer, cidade natal do artista.O MestreMinistro Gilberto Gil e Mestre Felipe, por ocasião do registro do Tambor de Crioula como Patrimônio Imaterial Brasileiro. Um dos maiores representantes da cultura popular maranhense, Mestre Felipe nasceu em 1924, no norte do estado, a cerca de 75 km da capital. Foi um dos fundadores e presidente da Associação Folclórica e Cultural Tambor de Crioula União de São Benedito, que reúne cerca de 35 integrantes. Em São Luís, organizou grupos de coreiros que são destaques em festejos populares e apresentam-se durante todo o ano nas festas de pagamentos de promessa, de São Benedito, de São João e no Carnaval. Durante duas décadas, trabalhou com o Laboratório de Expressões Artísticas do Maranhão (Laborarte), transmitindo para as novas gerações a arte de tocar tambor por meio de oficinas e, atualmente, era responsável pela formação de percussionistas. Com coreiros da sua turma gravou várias toadas, que estão reunidas em um CD lançado em 1998, o primeiro a registrar composições de Tambor de Crioula do Maranhão.Em 2002, Mestre Felipe gravou 11 composições de sua autoria e o CD faz parte da coletânea sobre Tambor de Crioula, que inclui um vídeo e dois outros CDs gravados pelos Mestres Leonardo e Seu Chico. Em março deste ano, lançou Jandaia - Peixe do Fundo, seu terceiro e último trabalho fonográfico. Tambor de CrioulaA manifestação da cultura popular maranhense foi registrada, no ano passado, no Livro das Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além da inscrição, também passou a contar com o seu memorial, a Casa do Tambor de Crioula, instalada em uma antiga fábrica no centro de São Luís.O Tambor de Crioula - envolvendo dança circular, canto e percussão - tem sua origem ligada à resistência cultural dos negros e de seus descendentes. O dia 6 de setembro é a data consagrada para celebrar essa tradição da cultura do Maranhão, uma das mais belas da região Nordeste do país. Atualmente, no estado, existem mais de sessenta grupos catalogados.

(Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC)

Publicado por Sheila Sterf/Comunicação Social 21 de julho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Homenagem de Calé Alencar a Nelson Mandela

Nelson Mandela, líder político sul africano, nasceu em 1918 em Umtata, Tanskei.Tornou-se líder do Congresso Nacional Africano e o maior oposicionista do "apartheid", fazendo campanhas por uma sociedade democrática mais livre e multirracial. Foi detido em 1962, após uma greve, e condenado à prisão perpétua após um julgamento memorável em que ele próprio se defendeu. Em 1990, foi libertado. Continuou participando de negociações para acabar com o "apartheid" na 1ª eleição multirracial, após 350 anos de dominação branca.

Em seu primeiro disco, Um Pé Em Cada Porto, Calé Alencar prestou uma homenagem a Nelson Mandela. O poema Canção do Emparedado, do cearense Francisco Carvalho, virou Canto Para Mandela, registrado nas vozes de Calé Alencar e Ângela Linhares.

CANTO PARA MANDELA
Poesia de Francisco Carvalho
Música de Calé Alencar

Já te perguntaram, ó África

Serpente de pálpebra amarela

Que tigre incendeia os olhos de Nelson Mandela?
Já te miraste, ó África

No olho veloz que vara a procela

Olho que trespassa a nuvem de Nelson Mandela?
Já te enamoraste, ó África

Do peito viril que persegue a estrela

Peito que arde em chamas de Nelson Mandela?
Já seguiste os duros passos

Da estúpida sombra da sentinela

Apontando o inútil fuzil para Nelson Mandela?
Já viste a ave, ó África

Rondando a intransponível cidadela

Onde os dias e as folhas caem sobre Nelson Mandela?
E o duro perfil de ébano

Da cabeça que só o tempo cinzela?

Já viste o sonho brotando das mãos de Nelson Mandela ?
Já despetalaste, ó África

Um verso azul, alguma flor singela

Sobre a dor que não se curva de Nelson Mandela ?
Já te enamoraste, ó África

Do peito viril que persegue a estrela

Peito que arde em chamas de Nelson Mandela ?
Ó África, Ó África do Sul

Ó África, Ó África do Sul

domingo, 22 de junho de 2008

Cortejo do Maracatu Nação Fortaleza no Carnaval 2006

No Maracatu É de Bamabaliê! cortejo do Maracatu Nação Fortaleza no carnaval de Fortaleza 2006



O Romance do Pavão Misterioso foi o tema escolhido para ilustrar o desfile do Maracatu Nação Fortaleza no carnaval de rua do ano 2006. Ao privilegiar um tema ligado à literatura popular, o Maracatu Nação Fortaleza pretendeu inserir um novo dado cultural no cortejo carnavalesco, trabalhando a referência da cultura tradicional e usando a xilogravura, desenho talhado em madeira e transformado em matriz utilizada para impressão das capas dos folhetos de cordel.


O Romance do Pavão Misterioso

Calé Alencar

Nação Fortaleza chegou

Chegou para anunciar

Hoje tem romance de cordel

Um pavão misterioso

É o amor que move a terra

Transformando em paz a guerra

Com seu pássaro formoso

Os brincantes do maracatu

Com seu batuque vêm mostrar

Um pavão voando pelo céu

Vai sumir na escuridão

Carregando dois amantes

Duas estrelas brilhantes

Com a bênção da nação

Ô Nação, ô Nação

Nação Fortaleza me leva

Me leva que eu quero voar

Nas asas dessa linda história

Nação Fortaleza

Aqui vem pra contar


Fonte: www.batoque.com/fortaleza

Cortejo do Maracatu Nação Fortaleza no Carnaval 2005

Assista no Maracatu É de Bamabaliê! a estréia do Maracatu Nação Fortaleza no carnaval de Fortaleza no ano de 2005.

No ano de 2005 o Maracatu Nação Fortaleza fez sua primeira participação no carnaval de rua da cidade. Apresentando como tema e loa Ginga, Rainha da Gente, criada e interpretada pelo cantor, compositor e pesquisador Calé Alencar. Cortejo destacando o vulto de Ginga N'Bandi, rainha guerreira banto, presente na história do povo africano como símbolo de coragem e resistência ao domínio dos invasores europeus.

Ginga, Rainha da Gente

Ginga, Rainha da gente

Eu mandei buscar pra você

Luas, Luandas e loas

Coroas de reis e rainhas

Rosários de santos e deuses

Índios do maracatu

Ginga, Rainha da gente

Eu mandei buscar pra você

Frutas, balaios e rendas

Negras, calungas e angolas

Caboclos da mata e batuques

Toques de ferro e tambor

Ginga, Rainha da gente

Me benze com tua beleza

Eu sou mar

Eu sou maracatu

Eu sou Nação Fortaleza

Fonte: www.batoque.com/fortaleza