quarta-feira, 30 de abril de 2008

Curta no Maracatu é de Bambaliê - Ilha das Flores

Ilha das Flores

Clique e Curta no Maracatu

Gênero: Documentário, Experimental
Diretor: Jorge Furtado
Elenco: Ciça Reckziegel
Ano: 1989
Duração: 13 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.


Ficha Técnica
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart
Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon
Roteiro Jorge Furtado
Edição Giba Assis Brasil
Direção de Arte Fiapo Barth
Trilha original Geraldo Flach
Narração Paulo José

Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Nação Fortaleza no YouTube

Vejam na página do YuoTube a participação do Maracatu Nação Fortaleza no show do Ednardo na Praia de Iracema.

O ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO
Calé Alencar


Nação Fortaleza chegou

Chegou para anunciar

Hoje tem romance de cordel

Um pavão misterioso

É o amor que move a terra

Transformando em paz a guerra

Com seu pássaro formoso

Os brincantes do maracatu

Com seu batuque vêm mostrar

Um pavão voando pelo céu

Vai sumir na escuridão

Carregando dois amantes

Duas estrelas brilhantes

Com a bênção da nação

Ô nação, ô nação

Nação Fortaleza me leva

Me leva que eu quero voar

Nas asas dessa linda história

Nação Fortaleza

Aqui vem pra contar

terça-feira, 25 de março de 2008

Aniversário do Nação Fortaleza


Em 25 de março de 2004 foi fundado o Maracatu Nação Fortaleza para celebrar os 120 anos da abolição da escravatura no Ceará. Parabéns Nação Fortaleza pelos seu 4 anos de atuação nas ruas, palcos e praças desta cidade. Continue emanando sua força, brilho, garra, vivacidade, juventude, luz e axé por muitos anos e que Nossa Senhora do Rosário te cubra de graças e axé!

Vamos comemorar o dia do Maracatu fazendo uma saudação para Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que ela abençoe cada maracatu e cada preto de cor e de alma desta cidade.

Eu sou mar
Eu sou maracatu
Eu sou Nação Fortaleza

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dia do Maracatu


Dia do Maracatu em Fortaleza

Com a aprovação da Lei 5.827, de 5 de dezembro de 1984, ano do centenário da abolição da escravatura no Ceará, o maracatu passou a ser comemorado no dia 25 de março, data da libertação dos cativos no município de Redenção. O movimento abolicionista no Ceará teve uma atuação bastante contundente, alforriando cativos e repudiando o tráfico negreiro. Personagens como Francisco José do Nascimento (Dragão do Mar), João Cordeiro, Pedro Artur de Vasconcelos, Rodolfo Teófilo, Alberto Nepomuceno e Alfredo Salgado, entre outros, tiveram participação destacada na cruzada libertadora. José do Patrocínio, ícone da ação libertadora nacional, homenageou o Ceará com o epíteto Terra da Luz.
Fonte: ALENCAR, Calé. Origem e evolução do maracatu no Ceará. Fortaleza: CCBNB, 2007.


DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO
DIÁRIO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL

LEI Nº. 5827, DE 5 DE DEZEMBRO DE 1984.

Estabelece o Dia 25 de março, como data comemorativa ao DIA DO MARACATU.

A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º. Fica estabelecido como data comemorativa do DIA DO MARACATU o dia 25 DE MARÇO.

Art. 2º. A presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, EM 10 DE DEZEMBRO DE 1984.

César Cals de Oliveira Neto
PREFEITO MUNICIPAL

segunda-feira, 17 de março de 2008

Cortejo para uma Rainha Negra

Vamos conhecer agora a estrutura de um cortejo para uma Rainha Negra

O CORTEJO

1. BALIZA
Abre o desfile, marcando o passo ao lado do porta-estandarte e carrega a baliza entre os dedos. Veste-se com colete, turbante, saiote ou calção e sua fantasia tem as cores oficiais de seu maracatu.
2. PORTA – ESTANDARTE
Carregando o estandarte, marca o passo e anuncia a presença do maracatu.
3. ESTANDARTE
Peça confeccionada em cetim ou veludo, tem franjas ou rendas na borda inferior e traz, pintado ou bordado no centro, o símbolo identificador do maracatu.
4. LAMPIÕES
Adereços de mão, representam a luz e o fogo no caminho do cortejo. Combinam a herança da liturgia católica das procissões com o culto ao fogo, simbolizando a necessidade real dos escravos de manter, nas senzalas, a chama sempre acesa.
5. ÍNDIOS
Desfilam em filas indianas e ladeiam o estandarte. Em Fortaleza têm origem nos caboclos ou cordão de índios de penas, participantes do carnaval de rua na década de 1950.
6. NEGRAS E BAIANAS
Também desfilam em filas indianas e marcam a segunda parte do cortejo real, antecedendo o balaieiro, os pretos velhos e a corte real.
7. NEGRA DA CALUNGA
Negra que conduz a boneca. As duas geralmente usam roupas idênticas.
8. NEGRA DO INCENSO
Negra que conduz o incenso ou defumador, usado para abrir os caminhos e perfumar o itinerário do cortejo.
9. BALAIEIRO
Conduz na cabeça um balaio carregado de frutas e legumes e evolui com graça, lembrando os antigos escravos de ganho, ao mesmo tempo em que inclui um elemento ecológico no desfile.
10. BALAIO
Cesto de palha, com o formato de alguidar, onde são conduzidas frutas e legumes, configurando oferendas a entidades espirituais protetoras do maracatu.
11. PRETOS–VELHOS
Simbolizam a sabedoria e a experiência dos mestres mais idosos nas tribos africanas e nos cultos afro-descendentes.
12. CORTE
Representada pelo Príncipe, a Princesa, o Rei e a Rainha, figura principal, em honra de quem o cortejo se apresenta. Também fazem parte as Damas de Honra, também chamadas de Damas do Paço, as Mucamas e os Vassalos.

13. LEQUE
Carregado por um vassalo, tem a função de reverenciar a Corte, pairando sobretudo em torno da Rainha.

14. CHAPÉU DE SOL (SOMBRINHA)
Redondo, colorido e sempre girando, é usado para proteger a Rainha.
15. BATUQUEIROS
Tocadores de tambores (caixas, usadas sem esteiras para acentuar o som grave, surdos e bumbos) e ferros (chocalhos, triângulos e ganzás), executam a marcação para o canto e a evolução do maracatu.
16. TIRADOR DE LOAS OU MACUMBEIRO
Apresenta a loa (toada) do maracatu. Sempre apoiado pelo coro do cordão de negras, procura estimular os brincantes a cantar durante o desfile.
Veja imagens e textos do figural no link:

Para saber mais
LIVROS :
Ao Som da Viola - Gustavo Barroso
A Abolição no Ceará- Raimundo Girão
As Irmandades Religiosas no Ceará Provincial - Eduardo Campos
Os Negros em Portugal, Uma Presença Silenciosa - José Ramos Tinhorão
Reis Negros no Brasil Escravista - História da Festa de Coroação de Rei Congo - Marina de Mello e Souza
Danças Dramáticas no Brasil - Mário de Andrade
Fonte: www.batoque.com/fortaleza

segunda-feira, 3 de março de 2008

Maracatu Cearense

MARACATU

O Maracatu é a mais tradicional dança dramática de origem afro- descendente presente na cultura do povo cearense, configurando um cortejo formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, em reverência a uma rainha negra e sua corte real. No Ceará, o povo caboclo usa uma mistura de fuligem, talco, óleo infantil e vaselina em pasta para tingir o rosto de negro.

O ritmo do maracatu cearense é apresentado por um grupo de percussão no qual incluem-se caixas, utilizadas sem esteira para acentuar a batida grave, surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos, também chamados de ferros, confeccionados com molas de transporte pesado, o que lhes confere um timbre característico e uma sonoridade acentuada, destacando-se dos demais instrumentos. O macumbeiro ou tirador de loas é quem canta as toadas, nas quais são geralmente enfocados temas ligados à cultura, à religião e à história da África e do Brasil.

Oriundo das coroações de Reis do Congo, acontecidas a partir do século XVIII nas igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos espalhadas por Fortaleza e cidades interioranas como Sobral, Icó, Aracati e Crato, os maracatus foram descritos pelo escritor Gustavo Barroso em seus desfiles pelas ruas da capital cearense ao final da década de 1880.

Conforme registrado no livro Idéias e Palavras, existiam os maracatus do Morro do Moinho (Arraial Moura Brasil, por trás da Estação Central), do Beco da Apertada Hora (atual rua Governador Sampaio), da rua de São Cosme (atual rua Padre Mororó), do Outeiro (Aldeota antiga, atual região do Colégio Militar) e o do Manoel Furtado.

O maracatu chegou ao carnaval, desfilando oficialmente como agremiação carnavalesca, em 1937, através de um convite feito pelo então Rei Momo Ponce de Leon ao Maracatu Az de Ouro, fundado em 1936 por Raimundo Alves Feitosa, compositor e tirador de loas também conhecido como Raimundo Boca Aberta.

A partir da década de 1950 surgiram outros grupos como Estrela Brilhante, Az de Espada e Leão Coroado, agremiações de grande destaque nos desfiles carnavalescos, contribuindo com a riqueza de seus cortejos para a consolidação do maracatu como uma das mais importantes expressões artísticas e culturais do povo cearense.

A história do carnaval em Fortaleza registra um expressivo número de grupos, muitos deles extintos, como é o caso dos maracatus Rancho Alegre, Nação Africana, Rei de Espada, Rei dos Palmares, Nação Uirapuru, Nação Gengibre, Nação Verdes Mares e Rancho de Iracema.

Atualmente participam do carnaval de rua os maracatus Az de Ouro, Rei de Paus (fundado em 1960, com o nome de Ás de Paus), Vozes da África (fundado em 1980), Nação Baobab (fundado em 1995), Rei Zumbi (fundado em 2001), Nação Iracema (fundado em 2002), Kizomba (fundado em 2003), Nação Fortaleza (fundado em 2004), Nação Solar (fundado em 2001), Axé de Oxossi (fundado em 2007) e Girassol (fundado em 2008).


Fonte: http://www.batoque.com/fortaleza

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Em Cortejo Pelas Ruas de Fortaleza

O Maracatu Nação Fortaleza participará, mais uma vez, da programação do CCBNB - Fortaleza. Agora abrindo o 2º Festival BNB das Artes Cênicas em comemoração ao mês do Teatro. O cortejo sairá da Praça do Ferreira em direção ao CCBNB para a coroação de uma Rainha Negra.

Cortejo - Teatro Canto Saravá (Fortaleza - CE)
Grupo Ngoni & Batuque do Maracatu Nação Fortaleza
Fortaleza: dia 01, sáb, 09h30 – saída da Praça do Ferreira, chegada no CCBNB

Formado a partir da vontade de destacar uma outra dimensão artística para a cultura afro-descendente no Ceará, o grupo Teatro Ngoni integra atores e atrizes ao cortejo do maracatu Nação Fortaleza, fazendo do palco um espaço de comunhão rítmica e cênica onde a performance, a estética, as falas e os elementos históricos, de forma dramatizada, pretendem enfatizar traços comuns dessas duas manifestações artísticas de mesma raiz. No cortejo que abrirá o mês do Teatro, breve encenação antecede a tradicional coroação da Rainha do Maracatu. 60min.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

DVD dos Irmãos Aniceto e Orquestra Eleazar de Carvalho

O Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, convida para a gravação do DVD dos Irmãos Aniceto e Orquestra Eleazar de Carvalho no Theatro José de Alencar.

Sábado, dia 1º de março às 19h

Domingo, dia 2 de março às 18h


Entrada Franca

MARACATU NAÇÃO FORTALEZA

NAÇÃO FORTALEZA

Fundado em 25 de março de 2004, como forma de marcar o Dia do Maracatu e as comemorações dos 120 anos da abolição da escravatura no Ceará, o Maracatu Nação Fortaleza tem como objetivo inserir crianças e adolescentes na cultura de maracatus, e assim trazer a participação efetiva de novas gerações dando continuidade ao trabalho dos antigos mestres. O Maracatu Nação Fortaleza iniciou suas atividades com um trabalho voltado para estabelecer critérios de qualidade e pesquisa na elaboração do vestuário e dos adereços de seus componentes, ensejando a investigação histórica e o caráter inovador de seus timbres e ritmos, tendo como prioridade a participação dos brincantes em todos os setores do folguedo, com a realização de oficinas contemplando diversas formas de habilidades e o manuseio de materiais na confecção de roupas e elementos para as apresentações do grupo.

Idealizador do Maracatu Nação Fortaleza, Calé Alencar é autor de loas apresentadas pelos maracatus Az de Ouro, Nação Baobab e Vozes da África no desfile carnavalesco em Fortaleza. Seu mais recente trabalho, o disco Loas de Maracatu Cantigas de Liberdade, foi lançado em julho de 2005, em show realizado no Anfiteatro do Parque do Cocó. O disco comemora dez anos de atividades do artista no carnaval de rua, reunindo 16 loas interpretadas com seu vigor característico, configurando um trabalho autoral de acentuada qualidade e talento refinado.



Adotando como padrão as cores vermelho, amarelo, azul e branco, o Maracatu Nação Fortaleza incorpora, pela primeira vez na história, o nome da capital cearense a um grupo participante do desfile oficial do carnaval de rua.


Pretendendo imprimir uma marca original nas manifestações culturais de rua, o Maracatu Nação Fortaleza, além de sua participação efetiva no desfile tradicional do período carnavalesco, tem realizado apresentações na programação de eventos artísticos e culturais da cidade, criando oportunidade para a mostra do talento de crianças e jovens, aliados à experiência do grupo de brincantes adultos e exibindo seu cortejo em escolas, congressos, teatros, ruas, praças e centros culturais, contribuindo para a ampla divulgação do maracatu, evidenciando uma base com percussão e ritmo que preservam e ao mesmo tempo ampliam o batuque tradicional das manifestações afro-descendentes de Fortaleza, acrescentando movimentos de expressão corporal, trabalhando matizes fortes para apresentação dos figurinos e inovando nos desenhos musicais dos tambores, de forma a apresentar um toque vigoroso e inovador além de contar com a participação de pais, mães, filhos e filhas de santo e adeptos das religiões afro-descendentes da capital cearense.


Fonte: http://www.batoque.com/fortaleza