sábado, 17 de maio de 2008

Curta no Maracatu É de Bambaliê - O Xadrez das Cores

O Xadrez das Cores

Clique e Curta no Maracatu

Gênero: Ficção
Diretor: Marco Schiavon
Elenco: Anselmo Vasconcellos, Mirian Pyres, Zezeh Barbosa
Ano: 2004
Duração: 22 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil



Cida, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez.


Ficha Técnica
Produção: Midmix Entretenimento, Marco Shiavon
Fotografia: Gilberto Otero
Roteiro: Marco Schiavon
Direção de Arte: Irene Black
Empresa produtora: Midmix Entretenimento
Edição de som: Mariana Barsted
Câmera: Gilberto Otero
Direção de produção: Claudia Couto
Produção Executiva: Alexandre Moreira Leite
Montagem: Fábio Gavião, Marco Schiavon
Música: José Lourenço

Prêmios
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Cinema de Goiás 2005
Finalista no Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro 2005
Melhor Curta - Júri Popular no Festival de Cinema Brasileiro de Miami 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2005
Prêmio Especial no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Festival de Goiania 2005
Melhor Atriz no Jornada de Cinema da Bahia 2005
Melhor Curta Metragem Nacional pelo Júri Popular no Mostra Cine Rota 22 2005

Festivais
Cine PE 2005
Festival do Ceará 2005
Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte 2004
Los Angeles Intl Short Film Festival 2004
Festival de Belém 2005
Mostra de Cinema de Macapá 2005

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Bloco de Baticum Batucão nos Couros no Mercado dos Pinhões


Quinta-feira, 15 de maio, às 20 horas, tem Batucão Nos Couros no Mercado dos Pinhões. O Batucão é um maracatu sem cortejo, priorizando o baticum e apresentando instrumentos convencionais e outros materiais com a levada do maracatu, nos toques Nação Fortaleza e Balanceio, baião, coco e pontos de umbanda. Quem quiser participar com os brincantes do Maracatu Nação Fortaleza será bem vindo. É só levar qualquer material que produza som, tipo lata, panela, caçarola, apito, tamborins, madeira, tambores, matracas, vasilhame de água mineral, tudo que faça soar o Zinstrumento.
Batucão Nos Couros, Mercado dos Pinhões, Quinta, 15/maio, 20h.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nota Pública da Fundação Cultural Palmares

O Blog Maracatu É de Bambaliê! se junta à Fundação Cultural Palmares e repudia também as opiniões e comentários do Professor Doutor Antônio Natalino Dantas, coordenador do Colegiado de Cursos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia.

Veja nota de repúdio publicada hoje:

05/05/2008

Nota Pública

A Universidade Pública Brasileira não pode ser palco de ações discriminatórias

A Fundação Cultural Palmares, responsável pela preservação, valorização e difusão das manifestações culturais de origem negra no Brasil, por meio da sua diretoria colegiada, vem a público expressar a sua profunda indignação com as opiniões e comentários do Professor Doutor Antônio Natalino Dantas, coordenador do Colegiado de Cursos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Ofensivos, discriminatórios e preconceituosos, os comentários do Professor Natalino responsabiliza os baianos com um todo e os afro-descendentes no particular, pelo baixo desempenho dos estudantes da Faculdade de Medicina no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).
Este episódio torna-se mais grave pelo fato de o referido professor ocupar cargo de relevância na estrutura universitária brasileira, eleito pelos seus pares. Revelou-se ainda a força do preconceito e do racismo ainda presentes na sociedade brasileira, notadamente em espaço que deveria ser a linha de frente da defesa da igualdade e da diversidade - a Universidade Pública brasileira. Os comentários do Professor Natalino merecem ainda o repúdio por que expressam não apenas uma opinião pessoal ou um deslize momentâneo, mas o pensamento, ainda vigente no Brasil, de que a presença dos afro-descendentes e sua contribuição para a formação do país é um elemento menor e negativo do ponto de vista civilizatório.
Quanto às cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, a opinião preconceituosa do professor, responsabilizando os cotistas pelo baixo desempenho no ENADE, é a que tem balizado a exclusão dos negros do ensino superior no Brasil. Não há nenhuma prova, por mais tênue que seja, de que sua afirmação seja verdadeira. Pelo contrário, pesquisas, estatísticas e o desempenho dos cotistas têm apontado que o aproveitamento escolar dos estudantes cotistas tem sido igual ou superior aos não-cotistas. Portanto, continuar a luta contra a discriminação racial, ampliar os mecanismos de acesso ao ensino superior para os afro-descendentes e implementar as políticas de ações afirmativas em todos os campos do conhecimento será a resposta mais efetiva que a sociedade baiana poderá dar a estas manifestações de preconceito e discriminação.
Por fim, a Fundação Cultural Palmares expressa a sua mais profunda solidariedade com a posição adotada pelo Reitor da Universidade Federal da Bahia, Professor Naomar Almeida, na certeza de que o seu firme posicionamento pelo afastamento do Professora Natalino da coordenação do Colegiado de Cursos será acolhido pela egrégia Congregação da Faculdade de Medicina. Aliado a isto temos a convicção de que a luta pela melhoria da qualidade do ensino superior no Brasil e a democratização do acesso, consolidado pelo atual governo continuarão caminhando lado a lado.

Zulu Araújo

Presidente da Fundação Cultural Palmares

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Estréia do Maracatu Nação Fortaleza no Carnaval de Rua de Fortaleza


No ano de 2005 o Maracatu Nação Fortaleza fez sua primeira participação no carnaval de rua da cidade. Apresentando como tema e loa Ginga, Rainha da Gente, criada e interpretada pelo cantor, compositor e pesquisador Calé Alencar. Cortejo destacando o vulto de Ginga N'Bandi, rainha guerreira banto, presente na história do povo africano como símbolo de coragem e resistência ao domínio dos invasores europeus.





Nascida em 31 de janeiro de 1552, na região de Matamba, Ginga N’bandi faleceu em 17 de dezembro de 1663, sendo a única soberana de toda a África que, sem jamais saber da existência do Brasil, continua na memória brasileira, presente nas Coroações de Reis Negros das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário, no Auto dos Congos, nos Maracatus e nos Reisados.

Os escravos aprisionados em Angola levaram a odisséia tempestuosa da rainha negra de Matamba. Todo o século XVIII brasileiro exigiu a mão escrava de sudaneses e bantos para a mineração, catas de diamantes e alargamento de canaviais. Os governos portugueses de D. João V, D. José e D. Maria I tiveram o Brasil como fonte produtiva. Com D. João V o ouro. Com D. José as matérias primas e as companhias de comércio. Com Maria I o mercado consumidor e exportador, suprindo em espécie e moeda o tão amargurado sonho da Índia Portuguesa.

Para todo esse mundo, o Brasil no seu contorno territorial presente, o escravo era indispensável. Os negros vieram aos milhões, notadamente de Angola, fornecedora e geograficamente entreposto de embarque das peças, nome dado aos negros pelos traficantes de escravos.

Em cada navio, invisível e lógica, embarcava a Rainha Ginga, personagem das mais significativas na história de luta e resistência do povo africano, por seu exemplo de tenacidade e bravura, escolhida como tema do Maracatu Nação Fortaleza, em sua estréia no carnaval de rua da capital cearense.


Fonte: www.batoque.com/fortaleza

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Curta no Maracatu é de Bambaliê - Ilha das Flores

Ilha das Flores

Clique e Curta no Maracatu

Gênero: Documentário, Experimental
Diretor: Jorge Furtado
Elenco: Ciça Reckziegel
Ano: 1989
Duração: 13 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.


Ficha Técnica
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart
Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon
Roteiro Jorge Furtado
Edição Giba Assis Brasil
Direção de Arte Fiapo Barth
Trilha original Geraldo Flach
Narração Paulo José

Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Nação Fortaleza no YouTube

Vejam na página do YuoTube a participação do Maracatu Nação Fortaleza no show do Ednardo na Praia de Iracema.

O ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO
Calé Alencar


Nação Fortaleza chegou

Chegou para anunciar

Hoje tem romance de cordel

Um pavão misterioso

É o amor que move a terra

Transformando em paz a guerra

Com seu pássaro formoso

Os brincantes do maracatu

Com seu batuque vêm mostrar

Um pavão voando pelo céu

Vai sumir na escuridão

Carregando dois amantes

Duas estrelas brilhantes

Com a bênção da nação

Ô nação, ô nação

Nação Fortaleza me leva

Me leva que eu quero voar

Nas asas dessa linda história

Nação Fortaleza

Aqui vem pra contar

terça-feira, 25 de março de 2008

Aniversário do Nação Fortaleza


Em 25 de março de 2004 foi fundado o Maracatu Nação Fortaleza para celebrar os 120 anos da abolição da escravatura no Ceará. Parabéns Nação Fortaleza pelos seu 4 anos de atuação nas ruas, palcos e praças desta cidade. Continue emanando sua força, brilho, garra, vivacidade, juventude, luz e axé por muitos anos e que Nossa Senhora do Rosário te cubra de graças e axé!

Vamos comemorar o dia do Maracatu fazendo uma saudação para Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que ela abençoe cada maracatu e cada preto de cor e de alma desta cidade.

Eu sou mar
Eu sou maracatu
Eu sou Nação Fortaleza

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dia do Maracatu


Dia do Maracatu em Fortaleza

Com a aprovação da Lei 5.827, de 5 de dezembro de 1984, ano do centenário da abolição da escravatura no Ceará, o maracatu passou a ser comemorado no dia 25 de março, data da libertação dos cativos no município de Redenção. O movimento abolicionista no Ceará teve uma atuação bastante contundente, alforriando cativos e repudiando o tráfico negreiro. Personagens como Francisco José do Nascimento (Dragão do Mar), João Cordeiro, Pedro Artur de Vasconcelos, Rodolfo Teófilo, Alberto Nepomuceno e Alfredo Salgado, entre outros, tiveram participação destacada na cruzada libertadora. José do Patrocínio, ícone da ação libertadora nacional, homenageou o Ceará com o epíteto Terra da Luz.
Fonte: ALENCAR, Calé. Origem e evolução do maracatu no Ceará. Fortaleza: CCBNB, 2007.


DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO
DIÁRIO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL

LEI Nº. 5827, DE 5 DE DEZEMBRO DE 1984.

Estabelece o Dia 25 de março, como data comemorativa ao DIA DO MARACATU.

A CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º. Fica estabelecido como data comemorativa do DIA DO MARACATU o dia 25 DE MARÇO.

Art. 2º. A presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, EM 10 DE DEZEMBRO DE 1984.

César Cals de Oliveira Neto
PREFEITO MUNICIPAL

segunda-feira, 17 de março de 2008

Cortejo para uma Rainha Negra

Vamos conhecer agora a estrutura de um cortejo para uma Rainha Negra

O CORTEJO

1. BALIZA
Abre o desfile, marcando o passo ao lado do porta-estandarte e carrega a baliza entre os dedos. Veste-se com colete, turbante, saiote ou calção e sua fantasia tem as cores oficiais de seu maracatu.
2. PORTA – ESTANDARTE
Carregando o estandarte, marca o passo e anuncia a presença do maracatu.
3. ESTANDARTE
Peça confeccionada em cetim ou veludo, tem franjas ou rendas na borda inferior e traz, pintado ou bordado no centro, o símbolo identificador do maracatu.
4. LAMPIÕES
Adereços de mão, representam a luz e o fogo no caminho do cortejo. Combinam a herança da liturgia católica das procissões com o culto ao fogo, simbolizando a necessidade real dos escravos de manter, nas senzalas, a chama sempre acesa.
5. ÍNDIOS
Desfilam em filas indianas e ladeiam o estandarte. Em Fortaleza têm origem nos caboclos ou cordão de índios de penas, participantes do carnaval de rua na década de 1950.
6. NEGRAS E BAIANAS
Também desfilam em filas indianas e marcam a segunda parte do cortejo real, antecedendo o balaieiro, os pretos velhos e a corte real.
7. NEGRA DA CALUNGA
Negra que conduz a boneca. As duas geralmente usam roupas idênticas.
8. NEGRA DO INCENSO
Negra que conduz o incenso ou defumador, usado para abrir os caminhos e perfumar o itinerário do cortejo.
9. BALAIEIRO
Conduz na cabeça um balaio carregado de frutas e legumes e evolui com graça, lembrando os antigos escravos de ganho, ao mesmo tempo em que inclui um elemento ecológico no desfile.
10. BALAIO
Cesto de palha, com o formato de alguidar, onde são conduzidas frutas e legumes, configurando oferendas a entidades espirituais protetoras do maracatu.
11. PRETOS–VELHOS
Simbolizam a sabedoria e a experiência dos mestres mais idosos nas tribos africanas e nos cultos afro-descendentes.
12. CORTE
Representada pelo Príncipe, a Princesa, o Rei e a Rainha, figura principal, em honra de quem o cortejo se apresenta. Também fazem parte as Damas de Honra, também chamadas de Damas do Paço, as Mucamas e os Vassalos.

13. LEQUE
Carregado por um vassalo, tem a função de reverenciar a Corte, pairando sobretudo em torno da Rainha.

14. CHAPÉU DE SOL (SOMBRINHA)
Redondo, colorido e sempre girando, é usado para proteger a Rainha.
15. BATUQUEIROS
Tocadores de tambores (caixas, usadas sem esteiras para acentuar o som grave, surdos e bumbos) e ferros (chocalhos, triângulos e ganzás), executam a marcação para o canto e a evolução do maracatu.
16. TIRADOR DE LOAS OU MACUMBEIRO
Apresenta a loa (toada) do maracatu. Sempre apoiado pelo coro do cordão de negras, procura estimular os brincantes a cantar durante o desfile.
Veja imagens e textos do figural no link:

Para saber mais
LIVROS :
Ao Som da Viola - Gustavo Barroso
A Abolição no Ceará- Raimundo Girão
As Irmandades Religiosas no Ceará Provincial - Eduardo Campos
Os Negros em Portugal, Uma Presença Silenciosa - José Ramos Tinhorão
Reis Negros no Brasil Escravista - História da Festa de Coroação de Rei Congo - Marina de Mello e Souza
Danças Dramáticas no Brasil - Mário de Andrade
Fonte: www.batoque.com/fortaleza

segunda-feira, 3 de março de 2008

Maracatu Cearense

MARACATU

O Maracatu é a mais tradicional dança dramática de origem afro- descendente presente na cultura do povo cearense, configurando um cortejo formado por baliza, porta-estandarte, índios brasileiros e nativos africanos, negras e baianas, negra da calunga, negra do incenso, balaieiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loas e batuqueiros, em reverência a uma rainha negra e sua corte real. No Ceará, o povo caboclo usa uma mistura de fuligem, talco, óleo infantil e vaselina em pasta para tingir o rosto de negro.

O ritmo do maracatu cearense é apresentado por um grupo de percussão no qual incluem-se caixas, utilizadas sem esteira para acentuar a batida grave, surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos, também chamados de ferros, confeccionados com molas de transporte pesado, o que lhes confere um timbre característico e uma sonoridade acentuada, destacando-se dos demais instrumentos. O macumbeiro ou tirador de loas é quem canta as toadas, nas quais são geralmente enfocados temas ligados à cultura, à religião e à história da África e do Brasil.

Oriundo das coroações de Reis do Congo, acontecidas a partir do século XVIII nas igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos espalhadas por Fortaleza e cidades interioranas como Sobral, Icó, Aracati e Crato, os maracatus foram descritos pelo escritor Gustavo Barroso em seus desfiles pelas ruas da capital cearense ao final da década de 1880.

Conforme registrado no livro Idéias e Palavras, existiam os maracatus do Morro do Moinho (Arraial Moura Brasil, por trás da Estação Central), do Beco da Apertada Hora (atual rua Governador Sampaio), da rua de São Cosme (atual rua Padre Mororó), do Outeiro (Aldeota antiga, atual região do Colégio Militar) e o do Manoel Furtado.

O maracatu chegou ao carnaval, desfilando oficialmente como agremiação carnavalesca, em 1937, através de um convite feito pelo então Rei Momo Ponce de Leon ao Maracatu Az de Ouro, fundado em 1936 por Raimundo Alves Feitosa, compositor e tirador de loas também conhecido como Raimundo Boca Aberta.

A partir da década de 1950 surgiram outros grupos como Estrela Brilhante, Az de Espada e Leão Coroado, agremiações de grande destaque nos desfiles carnavalescos, contribuindo com a riqueza de seus cortejos para a consolidação do maracatu como uma das mais importantes expressões artísticas e culturais do povo cearense.

A história do carnaval em Fortaleza registra um expressivo número de grupos, muitos deles extintos, como é o caso dos maracatus Rancho Alegre, Nação Africana, Rei de Espada, Rei dos Palmares, Nação Uirapuru, Nação Gengibre, Nação Verdes Mares e Rancho de Iracema.

Atualmente participam do carnaval de rua os maracatus Az de Ouro, Rei de Paus (fundado em 1960, com o nome de Ás de Paus), Vozes da África (fundado em 1980), Nação Baobab (fundado em 1995), Rei Zumbi (fundado em 2001), Nação Iracema (fundado em 2002), Kizomba (fundado em 2003), Nação Fortaleza (fundado em 2004), Nação Solar (fundado em 2001), Axé de Oxossi (fundado em 2007) e Girassol (fundado em 2008).


Fonte: http://www.batoque.com/fortaleza